sexta-feira, 26 de junho de 2015

Curso Básico de Mediação Judicial, promovido pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos

A Gerência de Saúde e Segurança do Trabalho dos Profissionais da educação informa que membros da Comissão de Mediação de Conflito e Convivência Pacífica, Genivalda Cravo, Marlúcia Rodrigues, Clédia Maria e Márcia Maristela, foram selecionadas para o Curso Básico de Mediação Judicial, confira a notícia abaixo:

Notícias da Conciliação

Divulgada lista de convocados para Curso de Mediação em Aparecida de Goiânia

O coordenador do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos, juiz Paulo César Alves das Neves divulgou a lista de selecionados para participar do Curso Básico de Mediação Judicial na comarca de Aparecida de Goiânia, a ser realizado de 29 de junho a 3 de julho de 2015, horário das 8 às 18 horas.

O curso foi dividido em duas turmas. Os selecionados das turmas deverão contatar os respectivos Centros Judiciários de Solução de Conflitos da Comarca de Aparecida de Goiânia e confirmar presença no curso até sexta-feira (dia 26), sob pena de terem a inscrição substituída. A Turma 1 deverá confirmar presença pelo telefone 3238-5187 ou pelo e-mail: conciliacaoaparecida@tjgo.jus.br, enquanto a Turma 2 deverá confirmar presença pelo telefone 3277-9716 ou pelo e-mail:dcrrezende@tjgo.jus.br
O curso é gratuito mas cada selecionado deverá levar um brinquedo em bom estado para doação. As aulas serão 95% presenciais – o aluno poderá ter apenas duas horas de ausência durante todo o curso. O candidato que ficar sem assinar alguma das listas de presença deixará de fazer jus ao certificado respectivo.
Selecionados da Turma 1. Endereço: Auditório do Tribunal do Júri do 1º Fórum de Aparecida de Goiânia, na Rua Versalles, complemento: QD. 03, LTS. 08/14, Bairro: Residencial Maria Luiza. CEP: 74.980-970.
Anita Luzia de Souza Pinheiro da Costa Belchior
Bárbara Miqueline Peixoto de Freitas
Camila Ferreira Da Costa
Celi Cristina Soares Vieira
Daiana Mendonça Diehl
Danielly Barbosa Carvalho
Emanoel Batista Sena Silva
Fernanda Menezes Dias
Giselle Marrie Leal Adorno Ferreira da Costa
Gleiciane Faria Sales Gomes
Gleidson Pinheiro Lus
Halber Gomes da Silva
Hórtton Rafael da Conceição
Jéssica Meneses
Jéssica Menezes Carvalho Barros
Lana Carmo De Araújo
Lara Campos Azevedo
Laura Morena Nobre Caetano da Costa
Lenny Kelly Matos de Freitas
Luanna Balduino Pontes Barcellos
Lucélia Vasconcelos Menezes Costa
Marcelle Dayane Corrêa Valim
Maria de Fátima Pinto da Costa
Maria Josevalda Coelho
Pedro Paulo Rezende Quadros
Ricardo Afonso Araújo Costa
Rogério Alves Maciel
Tariana Santos Martins
Tiago Ribeiro Do Prado Santos
Vânia Assunção
Victor Gomes Pereira Santana
Victória Raissa Medrado Da Mata
Vitor Nascimento
Viviane Caetano Lima
Selecionados da Turma 2. Endereço: Auditório do Tribunal do Júri do 2º Fórum de Aparecida de Goiânia, na Avenida Atlântica esquina com a Presidente Vargas, Setor Goiânia Parque Sul.
Ana Maria Barbosa Carneiro
Andrea Regina David Araújo
Anita Teodoro Dos Reis
Auristela Heiry Bragança
Claúdia Regina Silva Luz
Cledia Maria Pereira (GSSTPE/CMCCP/SMEE Gyn)
Érica Denize de Souza Vilela
Genivalda Araujo Cravo dos Santos (GSSTPE/CMCCP/SMEE Gyn)
Gustavo De Souza Tavares
Hellen Silva Lisita 
Jorgianne Aguiar Dos Reis
Juliana Rodrigues Costa
Karla Gomes Costa
Lenny Kelly Matos De Freitas
Leoni de Ramos Caiado
Luanna Balduino Pontes Barcellos
Lucelia Vasconcelos Menezes da Costa
Luiz Carlos do Nascimento Júnior
Márcia Maristela Goiani da Silva (GSSTPE/CMCCP/SMEE Gyn)
Marcus Vinícius Batista Crosara
Mariana Braz Pires de Morais
Marina Lenza Nunes Leite
Mário Sérgio de Sousa Vilela
Marlúcia Rodrigues Coutinho (GSSTPE/CMCCP/SMEE Gyn)
Najara Lobo e Bonfim
Osvaldo Garcia Junior
Regiane Alves Gonçalves
Renata Mendonça Fraissat
Rogéria Francisca Silva
Susana Márcia Marques
Telma Piauí dos Santos
Thiago Arantes Torres
Vanessa Linhares Guimarães Lima
Zenaide da Luz

TJ de Goiás é premiado por mediação baseada na técnica de constelação familiar

Um ano e nove meses depois do II Encontro Nacional de Juízes de Família em Goiânia, quando as constelações familiares foram apresentadas e demonstradas pela primeira vez em um evento desse caráter (ver post em Constelações no Encontro de Juízes), vejo a notícia de que o Tribunal de Justiça de Goiás recebeu o primeiro lugar do V Prêmio Conciliar é Legal, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na categoria Tribunal, com seu Projeto de Mediação Familiar com o uso das constelações familiares, obtendo índice de solução de aproximadamente 94% das demandas. Que bonito ver a expansão desse trabalho na Justiça e seus maravilhosos resultados! Parabéns ao TJ-GO pelo projeto e pelo merecido prêmio! Segue a íntegra da notícia (leia aqui a reportagem no site do CNJ):

TJGO é premiado por mediação baseada na técnica de constelação familiar

O Projeto de Mediação Familiar, desenvolvido no 3º Centro Judiciário de Soluções de Conflitos e Cidadania da comarca de Goiânia/GO, rendeu ao Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) o primeiro lugar na categoria Tribunal Estadual do V Prêmio Conciliar é Legal, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A prática consiste no exercício da mediação familiar sob perspectiva interdisciplinar e multidirecional e envolve profissionais e acadêmicos do Direito e da Psicologia. “Não é uma simples conciliação. Envolve técnicas de terapia familiar”, explica o juiz Paulo César Alves das Neves, coordenador do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do TJGO e idealizador do projeto. Alicerçada na Teoria Geral dos Sistemas, na Fenomenologia, no Psicodrama e na Constelação Familiar, a prática existe desde abril de 2013 e já atendeu 256 famílias de Goiânia e região metropolitana em conflitos que envolvem divórcio, pensão alimentícia, guarda de filhos e regulamentação de visitas. De acordo com o magistrado, o índice de solução é de aproximadamente 94% das demandas. O juiz afirma que, além de reduzir o número de ações judiciais, a prática também minimiza a possibilidade de novas divergências nos casos já tratados, permite manter os laços afetivos dessas famílias e reduzir a possibilidade de sofrimento, principalmente de crianças e adolescentes. Segundo Neves, há casos que se resolvem na primeira sessão, mas o número de atendimentos vai depender do grau de ressentimento e mágoa dos envolvidos. Em caso de divórcio, conta o magistrado, muitas vezes é impossível impedir a separação do casal, no entanto, o sucesso da prática é garantir a manutenção de laços saudáveis. “Lembro de um caso que envolvia violência doméstica. Na primeira sessão com os psicólogos, o marido se mostrou arrependido, mas a mulher, que era a vítima, não tinha mais condição de perdoar e manter a relação. Não evitamos a separação, mas conseguimos fazer com que eles mantivessem o diálogo em razão dos filhos. Além disso, os filhos também foram tratados de forma a não tomar para si as mágoas dos pais”, conta Neves. Constelação familiar – A psicóloga Rosângela Montefusco, mediadora e professora da PUC-GO, que é parceira no projeto, explica que as sessões são baseadas na técnica da teoria sistêmica, também conhecida como constelações familiares, desenvolvida pelo alemão Bert Hellinger. Ela consiste em criar “esculturas vivas” para reconstruir a árvore genealógica do constelado, a partir da qual são localizados e removidos os bloqueios do fluxo amoroso de qualquer geração ou membro da família. Segundo ela, essa técnica possibilita resultados rápidos e eficientes. “Primeiro, atendemos o casal. Depois, se preciso, chamamos os filhos e a família, às vezes, até os novos parceiros do casal desfeito”, explica Rosângela. A encarregada de vendas Micheline Kellen Campos atesta os benefícios da técnica. Em processo de separação há cerca de três meses, ela, o ex-marido e as duas filhas adolescentes já passaram por três sessões de terapia. Segundo ela, a principal questão tem sido a guarda das filhas. “Passamos pelas psicólogas tanto juntos quanto individualmente. Isso tem ajudado muito, principalmente a entender e resolver questões da guarda e da pensão alimentícia”. As famílias podem receber até quatro atendimentos. Rosângela Montefusco explica que, geralmente, as dificuldades pessoais e os problemas de relacionamento são resultados de confusões nos sistemas familiares. “Essa confusão acontece quando incorporamos o papel de outra pessoa, viva ou morta, de nossa própria família, de forma inconsciente. Durante o atendimento, trabalhamos justamente o desapego a esses papéis, o que ajuda a resolver os conflitos que isso causou”, relata. Além do impacto social, o Projeto de Mediação Familiar também auxilia a formação de estudantes de Direito e Psicologia. “Muitos dos estagiários saem de lá convictos de que querem ser mediadores”, afirma Montefusco. A prática recebeu menção honrosa no XI Prêmio Innovare (2014), concedido pelo Instituto Innovare. Menção Honrosa – Na categoria Tribunal Estadual, os tribunais de Justiça de São Paulo (TJSP) e de Pernambuco (TJPE) receberam menção honrosa. O primeiro, pela prática “Cejusc Itinerante: Marília Cidadã”, o primeiro do estado, em parceria com a Universidade de Marília, a Secretaria Municipal da Saúde da cidade, o Ministério Público Federal, o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), a Receita Federal e a Secretaria Municipal de Administração de Marília. No total, foram realizados 1.749 atendimentos por todos os envolvidos. O TJPE concorreu com a prática Jornadas de Conciliação, promovida pela sua Corregedoria-Geral da Justiça e que alcançou êxito em 70% das audiências realizadas (1.591 ao todo). Maiores índices de composição – O TJGO também venceu nas categorias Maiores Índices de Composição, que independe de inscrição prévia. De acordo com o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais e de Solução de Conflitos do tribunal goiano, foram realizados 37,6 mil acordos durante a Semana Nacional da Conciliação, o que resultou na homologação de R$ 190 milhões em acordo. Do total de audiências realizadas, 86,77% resultaram em acertos. Somente no último dia dos atendimentos, o valor total arrecadado foi superior a R$ 122 milhões, com índice de 91,65% de acordos firmados. O Prêmio Especial de Qualidade em Conciliação, concedido aos tribunais que participaram de pesquisa de mensuração do grau de satisfação do cidadão com os conciliadores e com o próprio tribunal durante a Semana Nacional da Conciliação, também ficou com o TJGO. Lançado em 2010, alinhado à Resolução n. 125/2010 do CNJ, o Prêmio Conciliar é Legal é uma iniciativa do Comitê Gestor Nacional da Conciliação, coordenado pelo conselheiro Emmanoel Campelo, e reconhece práticas de sucesso, estimula a criatividade e dissemina a cultura dos métodos consensuais de resolução dos conflitos em todo o país. Elizângela Araújo Agência CNJ de Notícias
Fonte: https://direitosistemico.wordpress.com/2015/06/24/tj-de-goias-e-premiado-por-mediacao-baseada-na-tecnica-de-constelacao-familiar/

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Presidente da Câmara entrega Plano Municipal de Educação aprovado hoje pela Casa



Presidente da Câmara entrega Plano Municipal de Educação aprovado hoje pela Casa

Atualizado em 24/06/2015 16:23
Documento que prevê metas e estratégias para a Educação nos próximos dez anos tem previsão para ser sancionado ainda hoje

O presidente da Câmara Municipal de Goiânia, vereador Anselmo Pereira, fez a entrega oficial do Plano Municipal de Educação (PME) 2015/2025 na tarde desta quarta-feira, 24, ao chefe de gabinete do prefeito Paulo Garcia. Paulo César Fornazier recebeu o documento, que foi aprovado nesta manhã em segunda e última votação, na Câmara de vereadores.

No ato, Anselmo Pereira ressaltou que trata-se de um planejamento que está sendo feito para uma década. 'Você coloca a educação em primeiro lugar, praticamente, na atenção da administração pública. A Câmara quer parabenizar, nesse sentido, o poder Executivo, na pessoa do prefeito Paulo Garcia. E a Câmara deu a sua contrapartida, aprovando em rito sumaríssimo esse nosso plano municipal de educação'. O vereador acredita que, de agora em diante, a Capital tem um plano adequado para fazer com que a Educação na cidade seja uma grande meta da administração.

Antes de chegar ao Paço Municipal, o PME foi aprovado pelos vereadores com cinco emendas, quatro substitutivas e uma de acréscimo. Uma delas substitui os termos “gênero”, “orientação sexual” e “sexualidade”, por sexo. Outra garante a participação da família na instituição educacional. Antes de ir à Câmara, o documento foi avaliado e aprovado durante a Conferência Municipal de Educação, apresentado ao Poder Executivo, e teve parecer do Conselho Municipal de Educação.

Diante da importância do documento para melhorias na Educação de Goiânia, a Secretaria Municipal de Educação e Esporte solicitou a elaboração do Plano ao FME, órgão legítimo para assumir o trabalho, composto por diversas instituições da esfera educacional e coordenado pelo professor Elcivan França. “O PME propõe a garantia de uma educação de qualidade. Passamos por várias etapas de pesquisas, estudos e elaboração”, ressalta França.

Plano
O PME é uma determinação do Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado pela Lei 13.005, de 25 de junho de 2014, que determina que os Estados, Distrito Federal e os municípios devem elaborar seus correspondentes planos de educação, ou adequar os planos já aprovados em lei, em consonância com as diretrizes, metas e estratégias previstas no PNE.

O processo de elaboração do Plano contou com a participação efetiva de representantes da SME, do Conselho Municipal de Educação, do Fórum Goiano de Educação de Jovens e Adultos, do Fórum Goiano de Educação Infantil, do Conselho de Diretores da Rede Municipal de Educação (Condir), do Senai, do Instituto Federal de Goiás (IFG), do Sintego, do Sinpro, do Sindigoiânia, da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás, da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), da Universidade Federal de Goiás (UFG) e outros órgãos relacionados a educação.

Dentre o total de 20 metas, algumas estão relacionadas aos seguintes temas: universalizar, até 2016, a educação infantil para crianças de 4 a 5 anos de idade e ampliar a oferta de vagas para atender crianças de 3 anos até o final da vigência do Plano; universalizar o ensino fundamental de 9 anos para toda a população de 6 a 14 anos; alfabetizar todas as crianças no máximo até o terceiro ano do ensino fundamental; manter a política de valorização dos profissionais da Educação; entre outros.

Por Daniela Rezende e Lívia Máximo, da editoria de Educação e Esporte - Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) Fonte: http://www4.goiania.go.gov.br/portal/pagina/?pagina=noticias&s=1&tt=not&cd=7111&fn=true

quinta-feira, 11 de junho de 2015

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Festival de Arte-Educação abre exposição de obras em Artes Visuais

Festival de Arte-Educação abre exposição de obras em Artes Visuais

Atualizado em 10/06/2015 13:23 - FONTE: http://www4.goiania.go.gov.br/portal/pagina/?pagina=noticias&s=1&tt=not&cd=6987&fn=true
Continuidade da primeira etapa do projeto reúne 15 instituições com obras em diversas expressões e recursos artísticos

Recursos e formas de expressão visuais ganham espaço na continuidade da primeira etapa do Festival de Arte-Educação. Com destaque para artes visuais, 15 escolas e um artista convidado participam com exposição de pintura, desenho, colagem, instalação, escultura, fotografia e assemblage no Centro Cultural Oscar Niemeyer. A programação prossegue até amanhã, 11, e inclui também apresentações culturais com o Coral Vozes Em Canto e visita ao museu do local.

No primeiro semestre, o Festival de Arte-Educação abre espaço para que as instituições exponham o trabalho realizado em sala de aula. Em maio, as apresentações nas linguagens artísticas dança, música e teatro envolveram cerca de cinco mil alunos entre artistas e plateia. Desde 2012, o Festival valoriza e amplia as vivências artísticas e estéticas dos envolvidos, com a oportunidade de expor os resultados das produções elaboradas dentro de um contexto sociocultural.

Com atuação na organização do evento, a apoio técnico-pedagógico da Secretaria Municipal de Educação e Esporte, Verusca Bettiol, destacou a diversidade da produção artística exposta. “Temos trabalhos de crianças de dois anos de idade até de alunos da educação de jovens e adultos”, pontuou. A apoio também definiu a função do projeto. “É um momento em que as instituições descobrem um olhar estético e mais criterioso sobre a arte e também de valorização do trabalho realizado pelas instituições”.

Para ver e aprender
A aluna Marília Bispo Neri, 13 anos, é uma das artistas contempladas na exposição. A adolescente, que estuda na Escola Municipal Jalles Machado, foi selecionada com obra em desenho sobre a identidade da mulher. “Fiz um desenho em preto e branco com linhas e curvas. Estou muito feliz por ter sido escolhida”, detalhou.

A produção foi construída durante as aulas de Artes. “Tenho uma oficina de desenho e abordo temas de história da arte”, explicou a professora Karine Melo, que orientou outros três alunos que apresentam trabalhos no local.

Visitante com a Escola Municipal Pedro Costa de Medeiros, a aluna Gabriela Caroline Gonçalves, 15 anos, se surpreendeu com os materiais utilizados nas obras. “Podemos ver que nada é descartável”, afirmou. A aluna valorizou a iniciativa da Prefeitura de Goiânia. “É importante, pois muitas pessoas que estão aqui nunca ouviram falar de artistas como Goiandira do Couto ou Romero Britto e, com esse momento, podem ter mais interesse”, declarou.

Por Roseneide Ramalho, da editoria de Educação - Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Foto 1.
Crédito: Roseneide Ramalho
Legenda: Crianças apreciam obra do artista convidado, Alberto Tolentino de Oliveira

Foto 2.
Crédito: Luiz Fernando Nunes Hidalgo
Legenda: Exposição reúne obras de 15 instituições educacionais

Foto 3.
Crédito: Roseneide Ramalho
Crianças do Cmei Vera Cruz II se encantam diante da própria obra exposta no Festival de Arte-Educação

segunda-feira, 25 de maio de 2015

FINLÂNDIA SERÁ O PRIMEIRO PAÍS DO MUNDO A ADOTAR TRANSDISCIPLINARIDADE EM TODAS AS ESCOLAS

FINLÂNDIA SERÁ O PRIMEIRO PAÍS DO MUNDO A ADOTAR TRANSDISCIPLINARIDADE EM TODAS AS ESCOLAS

A atualização: O título original deste artigo era “Finlândia será o primeiro país do mundo a abolir a divisão do conteúdo escolar em matérias”. O título e alguns trechos do artigo foram alterados após autoridades educacionais finlandesas se manifestarem afirmando que algumas informações divulgadas na matéria original do The Independent, nas quais este texto foi baseado, estão equivocadas. Até este momento, o The Independent continua mantendo a sua versão inicial, mas o Rescola optou por se ater às informações confirmadas pelo Finnish National Board of Education. Além disso, publicamos um artigo de Pasi Sahlberg, um dos maiores especialistas mundiais em reforma educacional, esclarecendo os pontos controversos e trazendo maiores informações. (28.03.2015)

finlandiaseraoprimeiropaisaabolirmaterias00_01A campainha toca, mas, em vez da aula de História, começa a aula de “Primeira Guerra Mundial”, planejada em conjunto pelos professores especialistas em História, Geografia, Línguas Estrangeiras e (por que não?) pelo professor de Física que achou que seria uma boa oportunidade para trabalhar os conceitos de Balística.À tarde, outro sinal, mas os alunos não vão ter aula de Biologia. Hoje a aula é sobre “Ecossistema Polar Ártico”, ministrada pelos professores especializados em Biologia, Química, Geografia e o de Matemática, que percebeu que os dados sobre o derretimento das geleiras seriam úteis para o estudo de Estatística.


Em pouco tempo, cenários como esse, que já são comuns nas principais escolas da capital Helsinki, poderão ser encontrados em toda a rede de ensino do município e nas cidades do interior. O objetivo é claro:
A Finlândia quer ser o primeiro país do mundo a adotar em todas as suas escolas o ensino por “Tópicos” multidisciplinares (ou “Fenômenos”, conforme a terminologia adotada pelos educadores finlandeses).
Há anos, a educação finlandesa vem sendo considerada a melhor do mundo. Com “segredos” como valorização dos professores, atenção especial aos alunos com mais dificuldades, valorização das artes e de diferentes formas de aprendizagem e uma radical redução no número de provas e testes, o país tem consistentemente dividido as mais altas posições nos rankings do PISA (Programme for International Student Assessment, ou Programa para Avaliação Internacional de Estudantes) com Cingapura, mas com as vantagens de oferecer uma educação universalmente gratuita e livre dos tremendos níveis de estresse aos quais os estudantes asiáticos são submetidos.
Apesar dos excelentes resultados (ou talvez por causa deles), a Finlândia pretende continuar repensando e aprimorando seu sistema educacional. “Não é apenas Helsinki, mas toda a Finlândia que irá abraçar a mudança”, afirma Marjo Kyllonen, gerente educacional de Helsinki. “Nós realmente precisamos repensar a educação e reprojetar nosso sistema, para que ele prepare nossas crianças para o futuro com as competências que são necessárias para o hoje e o amanhã. Nós ainda temos escolas ensinando à moda antiga, que foi proveitosa no início dos anos 1900 – mas as necessidades não são mais as mesmas e nós precisamos de algo adequado ao Século 21.”
Naturalmente, a ideia de substituir “Matérias” por “Fenômenos” como forma de dividir o conteúdo escolar e apresentá-lo aos alunos sofreu resistência inicial, principalmente dos professores e diretores que passaram suas vidas se especializando e se preparando para ensinar matérias. Mas com suporte do governo – inclusive incentivos financeiros através de bonificações para os professores que aderissem ao método – os professores foram gradualmente se envolvendo e hoje aproximadamente 70% dos professores das escolas de ensino médio da capital já estão treinados e adotando essa nova abordagem.
Atualmente, as escolas finlandesas já são obrigadas a oferecer ao menos um período de ensino transdisciplinar baseado em Fenômenos por ano. Na capital Helsinki, a reforma está sendo conduzida de forma mais acelerada, com as escolas sendo encorajadas a oferecer dois períodos. A previsão de Marjo Kyllonen é de que em 2020 a transição estará completa em todas as escolas do país.
Fonte: Disponível em: < http://rescola.com.br/finlandia-sera-o-primeiro-pais-do-mundo-a-abolir-a-divisao-do-conteudo-escolar-em-materias/>. Acesso em: 25/05/2015.

Edgar Morin: é preciso educar os educadores



O Globo: Na sua opinião, como seria o modelo ideal de educação?Edgar Morin: A figura do professor é determinante para a consolidação de um modelo “ideal" de educação. Através da Internet, os alunos podem ter acesso a todo o tipo de conhecimento sem a presença de um professor. Então eu pergunto, o que faz necessária a presença de um professor? Ele deve ser o regente da orquestra, observar o fluxo desses conhecimentos e elucidar as dúvidas dos alunos. Por exemplo, quando um professor passa uma lição a um aluno, que vai buscar uma resposta na Internet, ele deve posteriormente corrigir os erros cometidos, criticar o conteúdo pesquisado.
É preciso desenvolver o senso crítico dos alunos. O papel do professor precisa passar por uma transformação, já que a criança não aprende apenas com os amigos, a família, a escola. Outro ponto importante: é necessário criar meios de transmissão do conhecimento a serviço da curiosidade dos alunos. O modelo de educação, sobretudo, não pode ignorar a curiosidade das crianças.
O Globo: Quais são os maiores problemas do modelo de ensino atual?
Edgar Morin: O modelo de ensino que foi instituído nos países ocidentais é aquele que separa os conhecimentos artificialmente através das disciplinas. E não é o que vemos na natureza. No caso de animais e vegetais, vamos notar que todos os conhecimentos são interligados. E a escola não ensina o que é o conhecimento, ele é apenas transmitido pelos educadores, o que é um reducionismo. O conhecimento complexo evita o erro, que é cometido, por exemplo, quando um aluno escolhe mal a sua carreira. Por isso eu digo que a educação precisa fornecer subsídios ao ser humano, que precisa lutar contra o erro e a ilusão.
O Globo: O senhor pode explicar melhor esse conceito de conhecimento?
Edgar Morin: Vamos pensar em um conhecimento mais simples, a nossa percepção visual. Eu vejo as pessoas que estão comigo, essa visão é uma percepção da realidade, que é uma tradução de todos os estímulos que chegam à nossa retina. Por que essa visão é uma fotografia? As pessoas que estão longe são pequenas, e vice-versa. E essa visão é reconstruída de forma a reconhecermos essa alteração da realidade, já que todas as pessoas apresentam um tamanho similar.

Todo conhecimento é uma tradução, que é seguido de uma reconstrução, e ambos os processos oferecem o risco do erro. Existe outro ponto vital que não é abordado pelo ensino: a compreensão humana. O grande problema da humanidade é que todos nós somos idênticos e diferentes, e precisamos lidar com essas duas ideias que não são compatíveis. A crise no ensino surge por conta da ausência dessas matérias que são importantes ao viver. Ensinamos apenas o aluno a ser um indivíduo adaptado à sociedade, mas ele também precisa se adaptar aos fatos e a si mesmo.
O Globo: O que é a transdisciplinaridade, que defende a unidade do conhecimento?
Edgar Morin: As disciplinas fechadas impedem a compreensão dos problemas do mundo. A transdisciplinaridade, na minha opinião, é o que possibilita, através das disciplinas, a transmissão de uma visão de mundo mais complexa. O meu livro “O homem e a morte" é tipicamente transdisciplinar, pois busco entender as diferentes reações humanas diante da morte através dos conhecimentos da pré-história, da psicologia, da religião. Eu precisei fazer uma viagem por todas as doenças sociais e humanas, e recorri aos saberes de áreas do conhecimento, como psicanálise e biologia.

O Globo: Como a associação entre a razão e a afetividade pode ser aplicada no sistema educacional?Edgar Morin: É preciso estabelecer um jogo dialético entre razão e emoção. Descobriu-se que a razão pura não existe. Um matemático precisa ter paixão pela matemática. Não podemos abandonar a razão, o sentimento deve ser submetido a um controle racional. O economista, muitas vezes, só trabalha através do cálculo, que é um complemento cego ao sentimento humano. Ao não levar em consideração as emoções dos seres humanos, um economista opera apenas cálculos cegos. Essa postura explica em boa parte a crise econômica que a Europa está vivendo atualmente.
O Globo: A literatura e as artes deveriam ocupar mais espaço no currículo das escolas? Por quê?
Edgar Morin: Para se conhecer o ser humano, é preciso estudar áreas do conhecimento como as ciências sociais, a biologia, a psicologia. Mas a literatura e as artes também são um meio de conhecimento. Os romances retratam o indivíduo na sociedade, seja por meio de Balzac ou Dostoiévski, e transmitem conhecimentos sobre sentimentos, paixões e contradições humanas. A poesia é também importante, nos ajuda a reconhecer e a viver a qualidade poética da vida. As grandes obras de arte, como a música de Beethoven, desenvolvem em nós um sentimento vital, que é a emoção estética, que nos possibilita reconhecer a beleza, a bondade e a harmonia. Literatura e artes não podem ser tratadas no currículo escolar como conhecimento secundário.
O Globo: Qual a sua opinião sobre o sistema brasileiro de ensino?
Edgar Morin: O Brasil é um país extremamente aberto a minhas ideias pedagógicas. Mas, a revolução do seu sistema educacional vai passar pela reforma na formação dos seus educadores. É preciso educar os educadores. Os professores precisam sair de suas disciplinas para dialogar com outros campos de conhecimento. E essa evolução ainda não aconteceu. O professor possui uma missão social, e tanto a opinião pública como o cidadão precisam ter a consciência dessa missão. [Leia esta entrevista no site do O Globo]
Assista a Edgar Morin - Os limites do conhecimento na globalização | No vídeo exclusivo, Morin reflete sobre seus interesses enquanto filósofo e sociólogo: os limites do conhecimento e da razão, bem como a relação entre a poesia e a racionalidade. Ainda, questiona a possibilidade da mudança de pensamento em um mundo globalizado e acelerado. É possível sairmos de uma visão fechada em formas particulares para o pensamento complexo, capaz de ver os problemas em sua integralidade?
Fonte: Disponível em: <http://www.fronteiras.com/entrevistas/entrevista-edgar-morin-e-preciso-educar-os-educadores>. Acesso em 25/05/2015.